Os vinhos e as castas.
- Rui Sá
- 5 de ago. de 2021
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O Terroir
Este conceito de inspiração francesa tem origem do latim, terratorium, modificado no galo-romano.
É deveras importante perceber o terreno, pois as castas são diferentes, logo pedem terrenos diferentes. Incluindo premissas muito importantes como por exemplo: clima, exposição solar, a altitude e lá está, o tipo de solo. Sempre ter em conta a forma de cultivo, a presença de rega ou não. Cultivar sempre a favor do vento para evitar resistência, logo danos nas vinhas. Em zonas geográficas com muita pluviosidade é aconselhado usar bagos com a película mais grossa e resistente, pois conseguem combater melhor os ataques dos fungos.
Os fatores ambientais, geológicos e económicos são deveras importantes para a adaptação das bagas nos diferentes tipos de terreno (Terroir). Sou apologista (sem base científica, é apenas o meu ponto de vista) de fazer vinhos com castas da região. Um vinho monocasta de touriga nacional deverá ser produzido no Dão/Douro/Beiras, será bem diferente de uma monocasta do Alentejo. Acredito que para tirar toda a qualidade da casta Touriga Nacional ela deva ser produzida nas zonas mencionado acima, obviamente que temos bons vinhos alentejanos com esta mesma casta.
As vinhas por norma estão nas encostas, devido ao ângulo de incidência dos raios solares. No hemisfério sul, as encostas estão viradas a norte e no hemisfério norte, as encostas estão viradas a sul.
Prevê-se um bom ano para os vinhos, até mesmo para serem conservados, aquando nesse mesmo ano existe pouca precipitação de chuva e muitas horas de sol.
O Pairing ideal será um vinho com as castas da região e gastronomia com produtos da mesma zona geográfica.





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