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Tempo de reflexão na indústria hoteleira e na restauração.

  • Foto do escritor: Rui Sá
    Rui Sá
  • 27 de set. de 2021
  • 2 min de leitura

A hotelaria e a restauração passam por momentos extremamente difíceis, quer a nível de mão de obra quer a nível de receitas. O ano de 2020 mostrou-se bastante difícil a nível de taxa de ocupação e que se refletiu nas receitas. Foram tomadas medidas de contenção através de medidas de apoio do estado. A taxa de desemprego aumentou bastante um pouco por todo o país. Mais em algumas zonas do que outras, tendo o Algarve, Lisboa e norte, as zonas com maior aumento. O interior beneficiou bastante, nomeadamente o turismo rural. Existiu um aumento por zonas menos massificados, zonas com espaços ao ar livre, piscina e atividades ao ar livre.

Pensava-se que o ano de 2021 e com a descoberta da vacina o turismo sofresse um aumento. Realmente existiu um aumento, mas levantou uma preocupação que já andava nos radares; ausência de mão de obra qualificada, bem remunerada e existisse um equilíbrio com a vida familiar. Tratando-se de um setor muito sazonal, principalmente no Algarve e Alentejo, torna-se bastante difícil reter e contratar mão de obra. O aumento da taxa de desemprego originou que a contratação fosse mais difícil. É arriscado abdicar do fundo de desemprego por um emprego sazonal, correndo o risco de ficar sem fonte de rendimento. Aliado ao facto de ser um setor em que é bastante difícil conciliar o tempo com a família e o emprego, se juntarmos os baixos ordenados, não está fácil.

No início de 2000,assistiu-se a um aumento na restauração de trabalhadores estrangeiros que aceitavam trabalhar por ordenados mais baixos e que faziam horas atrás de horas. Tudo em prol de um emprego e um visto, não tendo nada contra. Mas, desvalorizou a profissão. É sabido que a restauração tem uma rentabilidade muito pequena, mas ao ponto de ter os ordenados tão baixos e querendo horas e horas de trabalho. Talvez mereça uma reflexão por parte dos empresários. Se a esta medida iniciada em 2000 juntarmos os efeitos nefastos criado pela pandemia e ao facto de ser um sector sazonal, temos uma receita para a fuga para outros sectores de atividade por parte dos trabalhadores. Só permanece nesta profissão quem a vive. Acredito que este setor tem de mudar de políticas e valorizar mais os trabalhadores, criando ao mesmo tempo melhores condições de trabalho.



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